25 de agosto de 2017

A tábua babilônia ‘Plimpton 322’, de 3.700 anos foi desvendada. Nela possuem cálculos trigonométricos muito antes de Pitágoras e Hiparco.

Tábua babilônia: A tábua babilônia ‘Plimpton 322’, de 3.700 anos
A tábua babilônia ‘Plimpton 322’, de 3.700 anos.
Quase um século de estudos revelou que as inscrições em uma placa babilônica de argila de 3.700 anos compõem a mais antiga tábua trigonométrica já conhecida. Composta de avançadíssimos cálculos possivelmente usados na construção de templos, palácios e canais, a placa foi cunhada cerca de 1.000 anos antes que o matemático grego Pitágoras ficasse conhecido pelo teorema da trigonometria que afirma que o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos – a tábua traz não apenas a mesma conta, mas também uma série de outras fórmulas que os cientistas afirmam ser até mais precisas que as atuais.
Hiparco, um astrônomo grego que viveu no século II a.C., é considerado o pai da trigonometria (área da matemática que estuda relações entre os comprimentos dos lados e os ângulos dos triângulos), mas a placa de 13 centímetros de largura por nove centímetros de altura, conhecida como Plimpton 322, revela que muito antes dele, os babilônios haviam desenvolvido tabelas trigonométricas muito sofisticadas.
“A tábua abre novas possibilidades não apenas para a pesquisa da matemática moderna, mas também para a educação. Ela traz uma trigonometria mais simples e precisa que têm claras vantagens sobre a nossa. O mundo da matemática está começando a perceber o fato de que essa cultura antiga, mas muito sofisticada, tem muito a nos ensinar”, afirmou o matemático Norman Wildberger, professor da Universidade de New South Wales, na Austrália, e autor do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Historia Mathematica.

A mais antiga tábua trigonométrica

A placa foi descoberta no início do século XX em Senkereh, ao Sul do Iraque atual, pelo arqueólogo mericano e negociante de antiguidades Edgar Banks – figura que inspirou Indiana Jones, famoso personagem do cinema. Ela foi vendida por Banks ao editor americano George Arthur Plimpton que, na metade da década de 1930, doou o objeto para a Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e, desde então, ele tem intrigado os pesquisadores.
A tábua é composta de quatro colunas e quinze linhas de números gravados em escrita cuneiforme em que os babilônios, em vez de usar o sistema decimal, como o nosso (de base 10), usaram o sistema sexagesimal (de base 60). Os pesquisadores já haviam verificado a tábua trazia o teorema de Pitágoras, mas ainda não sabiam qual havia sido seu uso. Alguns acreditavam que era um tipo de gabarito, empregado por professores para o ensino de matemática.
“O grande mistério, até hoje, era o propósito das inscrições – por que aqueles escribas executavam a complexa tarefa de gerar e classificar os números na tábua?”, afirmou Daniel Mansfield, também autor do estudo.
A análise de Wildberger e Mansfield mostrou que o padrão especial de números gravado na placa, chamado trios pitagóricos, podia ser usado para as construções urbanas da época. Os babilônios abordaram a aritmética e a geometria de maneira tão original que suas fórmulas poderiam até ser usadas, atualmente, na computação, segundo os pesquisadores.
“Nosso estudo mostra que a Plimpton 322 descreve os formatos de triângulos retângulos utilizando um novo tipo de trigonometria baseado em proporções, não em ângulos e círculos, como fazemos hoje. É um trabalho matemática fascinante que demonstra uma inegável genialidade”, afirmou Mansfield.
Fonte:
Mistério de tábua da Babilônia é desvendado por cientistas. Disponível em: http://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/mist%C3%A9rio-de-t%C3%A1bua-da-babil%C3%B4nia-%C3%A9-desvendado-por-cientistas/ar-AAqHcEx?li=AAggNbi Acesso em: 25 ago. 2017.

12 de agosto de 2017

Prefácio do livro: "Desconstruindo um mito: Darwin não é o pai da evolução.


27 de julho de 2017

Astronomia para iniciantes.

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Noite estrelada. (Van Gogh.)
Há centenas de anos, a beleza e a imensidão dos céus, bem como o brilho dos corpos celestes, atraem o olhar da humanidade que, até os nossos dias, não se cansa de observá-los. Como exemplo disso citamos Vincent Van Gogh, também conhecido por pintar obras que representam noites cheias de estrelas ou girassóis em campos banhados pelo sol. Como muitos sabem, o artista era um estudioso de astronomia, e usava seus conhecimentos em suas vigorosas pinceladas sobre grossas camadas de tinta. 
A concepção cromática que oferecia a esses trabalhos era, até então, desconhecida pelos artistas da época. Mas muitos foram os povos que ofereceram os seus conhecimentos para a astronomia e, dentre eles, citamos os mesopotâmios, os egípcios, os gregos, os maias, os incas e os índios brasileiros. Todos contribuíram para a formação de uma disciplina, a arqueastronomia, que tem como um de seus objetivos estudar os conhecimentos astronômicos adquiridos por esses povos. 
O físico e astrônomo Germano Bruno Afonso, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é o único cientista brasileiro especialista em arqueastronomia. Segundo Germano, os índios brasileiros tinham e têm um modo claro de “ler” o céu e podem enxergar, a olho nu, várias constelações. Em 1929, a União Astronômica Internacional (IAU) definiu 88 constelações, conhecidas hoje como as constelações oficiais. Elas têm a principal função de delimitar regiões no céu para facilitar a localização dos corpos celestes. Ao longo do ano podemos ver diferentes constelações no céu. Enquanto a Terra gira em torno do Sol, movimento que se completa em aproximadamente 365 dias, observamos uma parte diferente do céu, além disso, a Terra executa o movimento de rotação. Para cada estação do ano, temos uma constelação símbolo em nosso hemisfério. Portanto, para o hemisfério sul, Órion simboliza o verão; Leão, o outono; Escorpião, o inverno; e Pégaso, a primavera. Em relação ao brilho, as estrelas são designadas por letras do alfabeto grego de acordo com a intensidade (alfa, beta, gama, delta etc.). Em geral, a mais brilhante é a Alfa, nome da primeira letra do alfabeto grego; a segunda em brilho é a Beta daquela constelação; a terceira é a Gama, e assim sucessivamente. Além de tudo isso, algumas estrelas do céu possuem nomes próprios. No Brasil, as constelações mais populares são o Cruzeiro do Sul, constituído por 5 estrelas em forma de cruz e a Constelação de Órion, ou parte dela, mais conhecida como Três Marias. Não existe um método específico para se dar nome a um astro; o que quase sempre ocorre é buscar alguma semelhança entre o corpo celeste e uma forma já conhecida na Terra. Como exemplo, a nebulosa de Caranguejo. 
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Nebulosa de caranguejo.
NASA 3 Muitas vezes, o nome vem da mitologia grega, como Andrômeda, que antes de se tornar galáxia era princesa, mulher do guerreiro Perseu; entretanto é a União Astronômica Internacional quem faz a apreciação minuciosa de todas as escolhas. Mas, afinal, de que modo tem sido feita a leitura dos céus? Cinco séculos antes de Cristo, o grego Anaxágoras disse que o Sol era uma esfera incandescente. Ninguém deu importância às suas afirmações. O homem só começou a entender o Sol dois mil anos depois. Em 1610, o italiano Galileu Galilei afirmou ter visto ao telescópio manchas negras na superfície solar. Hoje temos conhecimento de que são áreas da superfície do Sol onde a temperatura é menor, pela ação das forças magnéticas ali concentradas. No século XVII, a descoberta de Galileu serviu para se acabar com as afirmações de que o Sol era perfeito e imutável. Em 1834, o matemático alemão Carl Gauss teve a ideia fantástica de usar uma bússola para saber se o Sol tinha força magnética, como a Terra. No ano seguinte, verificou-se que não somente existia, como ficava mais forte, quando o Sol se tornava carregado com as manchas que deixaram Galileu bastante curioso. O astrônomo inglês John Herschel, em 1839, apenas usando um prato com água, mediu, pela primeira vez, a potência térmica do Sol. Mas o grande salto da ciência ocorreu em 1814, com a invenção do espectroscópio — aparelho capaz de decompor a luz como um prisma. Cada substância, ao ser queimada, tem uma espécie de assinatura luminosa. O arco-íris produzido pelo espectroscópio decifra essa assinatura na forma de uma determinada combinação de cores. Desse modo se começou a conhecer a composição química do Sol. Ficou-se sabendo que ele possui os mesmos elementos existentes na Terra, mas em diferentes proporções. O espectroscópio abriu caminhos para a grande revolução da física, neste século.

Referência.

Ético-Sistema de Ensino. Astronomia; A leitura dos céus, técnicas e linguagens. Prova temática 8° ano. 2013. 

19 de maio de 2017

"Aristarco o matemático;" contribuições à Astronomia.

                            
Desde os primórdios, a astronomia sempre fascinou os matemáticos. Até mesmo antes de Cristo já se buscavam explicar o Universo através dos cálculos. Pode-se destacar o grego Aristarco (310-230).
Aristarco nasceu em Samos na Grécia. Pouco conhecido pelos matemáticos atuais, pois seus principais estudos estão relacionados à astronomia. Entretanto, suas descobertas ocorreram através da trigonometria. Os gregos o chamam de “Aristarco, o Matemático”.
Aristarco de Samos buscava interligar as duas ciências. Foi o primeiro a propor o Sol como o centro do Universo, calculou geometricamente o diâmetro da Lua com base em observações de um eclipse lunar total, com este resultado. Aristarco calculou a distância da Terra à Lua. Ele é tão importante a astronomia, que foi homenageado com uma cratera na Lua. Como se pode observar na Imagem-1.
Imagem-1 Cratera na Lua em homenagem a Aristarco.



Aristarco organizou o Sistema Solar com métodos simples e coerentes, que até os dias atuais ganham muitos admiradores. Pois em sua época, o que se conhecia sobre o Universo eram através dos estudos de Pitágoras e de Heráclides, eles diziam que as estrelas eram imóveis, onde a Terra estaria no centro do universo, apenas Mercúrio e Vênus girariam em torno do Sol.
Aristarco estava mesmo além de seu tempo, segundo ele; os movimentos de todos os planetas, incluindo a Terra, giravam em torno do Sol. Esse modelo heliocêntrico do universo foi considerado ousado demais, sofrendo insultos religiosos da época. Entretanto as reações contra ele foi mais branda aquelas sofridas por Copérnico, Kepler e Galileu quase 2000 anos depois.
Aristarco utilizou a geometria trigonométrica para se calcular a distância entre a Terra à Lua e o Sol. Ele procurou determinar a distância Terra-Lua em relação à distância Terra-Sol, considerando o triângulo retângulo formado por esses três astros no início do quarto minguante ou crescente da Lua (Ilustração-1). Ou seja, quando metade da Lua é iluminada pelo Sol. Mostrando-nos que o ângulo entre a Lua ao Sol e da Lua a Terra formam um ângulo de 90°. Ilustração-2.
Ilustração-1 Fonte: ALFONSI. L. G.
Aristarco de Samus calculou a distância Terra-Sol em função da distância Terra-Lua, ele observou simultaneamente a Lua em quarto crescente e o pôr do Sol.
Quando o Sol estava no horizonte, Aristarco mediu a separação angular entre a Lua e o Sol, a qual representa um dos ângulos do triângulo retângulo Terra-Lua-Sol, cujo vértice do ângulo reto (90°) é a Lua. O ângulo medido ficou em torno de 87 ° proporcionando uma distância Terra-Sol (TS) de 7.300.000 km. Ilustração-2.
Ilustração-2. Triângulo retângulo, Terra-Sol-Lua. (Fonte: Edvan Bandeira)
Aristarco concluiu que o Sol estaria 20 vezes mais distante da Terra que da Lua. Embora a proporção verdadeira seja cerca de 400 vezes, o procedimento utilizado estava correto. Os instrumentos de medição de ângulos então disponíveis é que não permitiam obter valores mais precisos. Hoje se sabe que o ângulo é 89″ 853’, resultando que a distância da Terra ao Sol é cerca de 150.000.000 Km.
Referências bibliográficas
BANDEIRA. Edvan. Contribuições do matemático Aristarco à Astronomia. Disponível em: https://astronomiareal.wordpress.com/2017/05/19/contribuicoes-do-matematico-aristarco-a-astronomia/ Acesso em: 19 maio 2017.
ALFONSI. L. G. A Geometria e a Astronomia na Grécia Antiga. UNICAMP. 2006. Disponível em: <http://www.ime.unicamp.br/~eliane/ma241/trabalhos/astronomia.pdf&gt; Acesso em: 08 maio 2017.
Costa, J. R. V. Aristarco de Samos e a distância Terra-Sol. Astronomia no Zênite, jul 2000. Disponível em: http://www.zenite.nu/aristarco-de-samos-e-a-distancia-terra-sol Acesso em: 24 abril 2017.
INPE. Distâncias e dimensões do sistema Sol-Terra-Lua. Disponível em: <http://www.das.inpe.br/ciaa/cd/HTML/dia_a_dia/1_7_1.htm; Acesso em: 24 abril 2017
INFO ESCOLA. Cosseno. Disponível em: <http://www.infoescola.com/trigonometria/cosseno/; Acesso em: 26 abril 2017.
Só matemática. Aristarco de Samos. Disponível em: <http://www.somatematica.com.br/biograf/aristarco.php> Acesso em: 24 abril 2017.

8 de maio de 2017

A decadência do Ensino de Astronomia em nossas escolas e universidades.

Desde os primórdios até os dias contemporâneos, os homens fascinados pelo Universo, Astros e Estrelas, buscaram explicações para os fenômenos que os rodeavam. Até hoje novas descobertas são feitas, tornando assim a Astronomia uma Ciência dinâmica e de suma importância à formação humana. Em decorrência dessa importância, as escolas são instruídas a abordar o assunto. Como consta no PCN (Parâmetro Curricular Nacional, 1998).
O aluno ao ingressar no ensino fundamental traz consigo conceitos e informações que adquirem em textos, e vídeos tanto na internet quanto na TV. E estes textos podendo não ser cientificamente comprovadas. Exemplo da teoria da Terra Plana, a cada dia ganha mais adeptos. O aluno fazendo interpretações pouco fundamentadas e tomam como “verdade” aquilo que vê e ouve, formando assim conceitos errôneos a respeito de vários assuntos ligados a Astronomia, confundindo por vezes mitos e realidades.
Devido ao avanço científico-tecnológico, surgem à necessidade de enfatizar a questão astronômica com as conquistas tecnológicas contemporâneas, uma vez que as condições de vida do ser humano estão interligadas direta ou indiretamente a este conhecimento. 
Em virtude da importância da Astronomia enquanto disciplina escolar e falta de sua efetivação na prática. Destacamos a questão da pouca dominação do docente em relação ao conteúdo, como também em uma metodologia de ensino pouco adequada que dificultam o ensino/aprendizagem. Muitos carregam consigo crenças populares, tendo as como científicas, geralmente em razão de uma má formação escolar.
Os PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais) recomendam fortemente o ensino de Astronomia, principalmente no ensino fundamental de 5ª à 8ª série, embora exista a lei, muitos docentes estão desatualizados a respeito do assunto, utilizando metodologias ineficazes, onde o conhecimento prévio do discente (aluno) nem sempre é respeitado, as aulas pouco criativas puramente expositivas do livro didático resultam em “decoreba” que podem ser esquecidas em pouco tempo, pois se tornam meros espectadores, não absorvendo aquilo que é ensinado.  
Boa parte dos professores que lecionam Astronomia possuem pouca ou nenhuma familiaridade com o assunto, devido à desvalorização da disciplina pelos departamentos responsáveis nas próprias Universidades. Como salienta Helio J. Rocha-Pinto (2010), geralmente quem leciona essa matéria no Ensino Fundamental são os professores de Geografia ou Ciências Biológicas, onde na grade curricular nem sempre estão presente a matéria Astronomia. Segundo Demerval Saviani “as universidades ignoram a realidade brasileira, não levando em conta a realidade das escolas do 1º e 2º graus”, ou seja, as Universidades não visam às necessidades das escolas, e as dificuldades que os professores encontraram na docência, havendo grande abismo entre o que é proposto e o que se efetiva na pratica. 
Langhi e Nardi (2005) entrevistaram professores que lecionam Astronomia, estes tinham dificuldade em separar os mitos populares como (Astrologia e Horóscopos), do conhecimento científico (Astronomia).
Outro ponto crucial que Langhi destaca é sobre as metodologias adotadas pelos professores entrevistados, apesar de utilizarem vários métodos, estas não obtinham bons resultados, Langhi sobrepõem a “faltam de ideias e sugestões para um ensino contextualizado da Astronomia”.
Os professores se baseiam nos livros didáticos para lecionarem astronomia, mas muitos destes livros apresentam erros conceituais, dificultando ainda mais o ensino/aprendizado, destacaremos alguns dos equívocos clássicos nos livros de Ciências. Por exemplo:
Em alguns materiais o Sol aparece sempre nascendo no ponto cardeal leste e se pondo no Oeste, na verdade esse fenômeno descrito acima só acontece dois dias no ano, não sendo elemento substancial a essa afirmativa. Como salientam Rosa & Roberto;
Durante o ano, o sol nasce em pontos diferentes do lado do nascente e se põe em pontos diferentes do poente, por isso, não podemos dizer que o sol nasce sempre no leste e se põe no oeste, dependendo da época do ano a diferença entre o nascente (ponto onde o sol nasceu) e o leste verdadeiro é grande, portanto, o sol nasce no lado leste de onde estamos e não no ponto cardeal leste, o mesmo acontece com o por, o sol se põe no lado oeste e não no ponto cardeal oeste. (ROSA, Roberto, 2004, p.27).
O Cruzeiro do Sul é ensinado para os alunos a localizar o ponto cardeal sul, mais só localizar a constelação (Cruzeiro do Sul) não significa que você achou o ponto cardeal sul, na verdade o sul se estende 4,5 vezes, a haste mais comprida da Cruz, seguindo uma linha reta (imaginaria) a partir da última estrela (estrela de Magalhães), depois traça uma linha vertical sentido a terra, nessa região que se encontra o ponto cardeal sul, outro ponto que não está bem clara nos livros, é em relação à visibilidade da constelação no céu, pois em certas épocas do ano o aluno não verá a constelação, por que estará muito próximo do horizonte ou abaixo dele, dependendo muito da localização que se encontra o aluno. Assim, a maneira indicada em tais livros didáticos capacita o aluno a se localizar, mais não o fará encontrar exatamente os pontos cardeais.
Os livros didáticos que traz a informação de que Saturno é o único planeta com um sistema de anéis, também se refere a um erro conceitual, pois apesar de não vermos a olho nu, outros planetas também possuem essa característica, é o caso de Júpiter, Urano e Netuno. Além dos anéis, os livros mais desatualizados trazem informações equivocadas sobre o número de Satélites Naturais que orbitam ao redor dos Planetas. Tais informações deixam de vir acompanhadas com observações de que aquele número é o conhecido até a data da publicação do livro, e que, devido a novas descobertas, esse número tende a aumentar, por exemplo, alguns livros didáticos ainda trazem a informação de que Júpiter possui 16 satélites naturais (luas) como destaca Langhi e Nardi (2004), mas sabe-se que ele possui 67 satélites naturais ao todo, quanto ao Sistema Solar completo, sabe-se (até o momento da revisão deste projeto) que os números de satélites naturais de cada planeta são: Terra: 1; Marte: 2; Júpiter: 67; Saturno: 62; Urano: 27; Netuno:14, por esses motivos acima o professor precisa estar sempre se atualizado.
Apresentamos acima apenas algumas das questões que mostram a seriedade do problema por nós analisado, melhor forma de se observar a disparidade entre o que é previsto e o que realmente é feito, se torna elemento base de nossa analise.
Preocupamos sempre com a atualização dos conteúdos, pois a cada dia novas descobertas surgem, e o que hoje é tido como verdade absoluta, amanhã pode não ser mais. Portanto, lutamos para que haja seriedade no ensino da Astronomia em nossas escolas e universidades.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 2002a.

BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnologia. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais (5ª a 8ª séries). Brasília: Secretaria de Educação Fundamental. MEC/SEF, 1998.

BOCZKO, R. Erros comumente encontrados nos livros didáticos do ensino fundamental. In: EXPOASTRO 98 ASTRONOMIA: EDUCAÇÃO E CULTURA, 3, 1998, Diadema. Anais... Diadema: SAAD, 1998. p. 29-34.

DIAS, Claudio André C.M e RITA, Josué R. Santana. Inserção da Astronomia como disciplina curricular do ensino médio. RELEA, n.6, p. 55-65, 2008.

FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. Campinas, SP. Papirus, 1994.

FAZENDA, Ivani. A aquisição de uma formação interdisciplinar de professores. Didática e interdisciplinaridade. 13ª Edição, Campinas, SP. Papirus, p. 11-20, 1998.


GASPARIN, João Luis. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica.
Campinas: Autores Associados, 2003.

LANGHI, R.; NARDI, R. Dificuldades interpretadas nos discursos de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental em relação ao ensino da Astronomia. RELEA, n. 2, p. 75-92, 2005.

LANGHI, R.; NARDI, R. Um Estudo Exploratório para a Inserção da Astronomia na Formação de Professores dos anos Iniciais do Ensino Fundamental. In: Anais do IX Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Física. 2004.

LATTARI, Cleiton Joni Benetti e TREVISAN, Rute Helena. Metodologia para o ensino de astronomia: Uma abordagem construtivista. 2. ed. São Paulo: 1999.

LEITE, Cristina; HOSOUME, Yassuko. Os professores de Ciência e suas formas de pensar a astronomia. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia - RELEA, n. 4, p. 47–68, 2007

PAULA, A. S. P.; OLIVEIRA, H. J. Q. Análises e propostas para o ensino de
Astronomia. 2002. Disponível em: <http://fep.if.usp.br/~profis/arquivos/ivenpec/Arquivos/Orais/ORAL171.pdf> Acesso em: 02 de junho. 2013.

POSSOBOM, C.; OKADA, F.; DINIZ, R. Atividades práticas de laboratório no ensino
de biologia e de ciências: relato de uma experiência. FUNDUNESP.2007.

PEÑA, Maria de los Dolores Jimenez, Interdisciplinaridade: uma questão de atitude. In: FAZENDA, I.C.A.P.(org.)  Práticas interdisciplinares na escola. 8º ed. São Paulo: Cortez, 2001. p.57-64.

ROCHA-PINTO. J.H, Ensino de astronomia na graduação: Disponível

 

ROSA, Roberto. Cartografia Básica, UFU Uberlância MG. Disponível em: <http://www.ufscar.br/~debe/geo/paginas/tutoriais/pdf/cartografia/Cartografia%20Basica.pdf
> Acesso em: 10 de junho. 2013.

SAVIANI, Dermeval. Participação da Universidade no desenvolvimento nacional: A Universidade e a problemática da Educação e Cultura, Coleção Educação contemporânea, 11ª Edição, 1996.

SAVIANI, Dermeval. Subsídios para o equacionamento do problema do livro didático em face da lei nº 5692/71, Coleção Educação contemporânea, 11ª Edição, 1996.

TREVISAN, R. H. et al. Assessoria na avaliação do conteúdo de Astronomia dos
livros de ciências do primeiro grau. Caderno Catarinense de Ensino de Física,
v. 14, n. 1, p. 7-16, 1997.


6 de maio de 2017

Conseguimos ver os satélites artificiais da Terra?

Muitos terraplanistas alegam que não existem satélites artificiais ao redor da Terra. Eles falam que se realmente existissem satélites artificiais no céu, nós conseguiríamos ver. Portanto, tudo não passa de mentiras da Nasa. 
Mas o que essa galera não sabe, é que podemos ver os satélites até mesmo sem o auxílio de um telescópio. 
Você já se deparou com um ponto brilhante no céu, deslocando a uma velocidade constante e rápida? Muito similar a uma estrela? 
Se você ficar bastante tempo olhando para o céu à noite, verá uma “estrela” se movimentando a uma velocidade linear e brilho constante. O brilho intenso provém dos raios solares, ao atingir o satélite, o mesmo funciona como um espelho e é remetido a nós, assim como na Lua.
Tantos outros podem alegar que seja um avião, o problema é que; neste ponto no céu, o observador não vê as luzes de alertas que todo avião possui. 
Se você já viu um satélite e achou que era um avião ou “disco voador”, agora saberá identificar o que é. 
No vídeo abaixo, pode-se observar vários satélites artificiais registrados da terra. 





Referências  

BANDEIRA, E. G. S. Lixo espacial. Disponível em: <http://astronomiareal.blogspot.com.br/2016/03/voce-sabe-o-que-e-lixo-espacial.html> Acesso em: 06 maio 2017.